Sexta-feira, 1º de março
Diarréia
(I)
Hoje levantei às cinco da matina com uma
tremenda diarréia. Deve ter sido algo que comemos ontem à noite, eu e a
Marilene, minha mulher. Ela também passou mal a noite, quase não dormiu por
causa de complicações estomacais. Paciência, vambora.
Fim
de papo
Ainda ontem o Papa Bento XVI despediu-se
dos cardeais e deixou formalmente o cargo maior da Igreja Católica Apostólica
Romana. Depois de muitos rapapés e beijamãos, deu-se prosseguimento à liturgia
de abandono de cargo, o que, por sinal, não está lá muito claro nem para os
octogenários cardeais que fazem as vezes do staff
Papal. Depois de descalçar as sapatilhas vermelhas (você sabia que o Papa usa
sapatilhas vermelhas?) e passar por mais de algumas dezenas de pequenas frivolidades,
o Papa vai descansar em
Castel Gandolfo , lá mesmo perto do Vaticano. Castel Gandolfo
é a residência de verão dos papas e Bento XVI ficará por lá até a conclusão dos
seus aposentos pessoais no próprio Vaticano.
A situação é propícia para algumas
perguntinhas: O Papa não é o representante de Jesus Cristo? Por acaso Jesus
Cristo tinha residência de verão? Por acaso Jesus Cristo usava sapatilhas
vermelhas?
Descontados e desconsiderados todos os
detalhes formais da abdicação de Bento XVI, parece mesmo que o grande drama da Igreja
Católica e dos seus papas é com os Cismas.
Gregório XII, o Papa que renunciou ao cargo no ano de 1409 teve sérias
dificuldades por causa do Grande Cisma do
Ocidente, quando a Igreja Católica chegou a ter três papas, um dos quais
também de nome Bento (Bento XII – ou XIII, não lembro). Agora, o Papa Bento XVI,
como bom alemão, cismou que acabaria
pagando o pato por uma série de cambalachos que agita o clero romano, como o
comportamento sexual dos prelados, o sumiço de documentos confidenciais, o
escândalo financeiro no Banco do Vaticano, além de outros temas não menos
espinhosos, como o celibato dos sacerdotes, a admissão de mulheres no
sacerdócio, etc etc.
Compreensívelmente cismado, Bento XVI achou melhor tirar o time.
Doença
Hoje saiu uma notícia de que o presidente
(ou seria ex-presidente?) da
Venezuela, Hugo Chávez, já estaria “com os dias contados” por conta de um
câncer que avança rapidamente sobre seus pulmões. Segundo a matéria, Chávez não
mais teria chance de sobrevivência, sendo a sua morte apenas uma questão de
tempo. Até mesmo os médicos cubanos já lavaram as mãos e mandaram Chávez
procurar a sua turma. Por sorte do venezuelano, a Dr. Virgínia (aquela médica
do Hospital Evangélico de Curitiba) não atende em Cuba (e nem na Venezuela).
Por seu turno, as autoridades venezuelanas
que estão tocando o barco na ausência do chefe continuam insistindo na tese de que
o presidente “está em franca recuperação” e que em breve voltará ao governo do
país.
Tem coisa que fica difícil de entender.
Qual seria o motivo desse segredo, guardado a sete chaves? Vai fazer alguma diferença se eles abrirem o jogo? Ou
eles continuam acreditando que Chávez vai voltar ao governo? Nos velhos tempos
essa seria uma aposta certa da velhinha
de Taubaté (com a devida vênia ao Luiz Fernando Veríssimo).
Diarréia
(II)
No fim da tarde eu já me sentia bem melhor
da diarréia que me atormentou desde a madrugada. O desconforto me fez lembrar de
um episódio anedótico entre dois capiaus do Interior paulista:
- Então,a cumpadi, ainda ta ruim da caganera?
- Ah, cumpadi, graças a
Deus já melhorei. Já tô até peidano, sô...
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