terça-feira, 12 de março de 2013

Papa brasileiro?


Segunda-feira, 11 de março
Conclave
Deverá começar na terça-feira o Conclave para a eleição do novo Papa da Igreja Católica. O povo brasileiro está ansioso para ver (que seja pela TV) a fumacinha branca sair da chaminé da Capela Sistina, onde os macróbios da Igreja estão reunidos. Dependendo do resultado das urnas (quer dizer, de uma urna só – que nem mesmo é eletrônica!) o Brasil poderá emplacar, magnânimo, a santa trindade. Explico:
Deus é brasileiro, isso todo mundo sabe. Aliás, é o nosso único sustentáculo. Se Deus não fosse brasileiro os políticos já teriam acabado com o país. Jesus Cristo também, pois segundo alguns intelectuais mais esclarecidos, ele nasceu em Balém (do Pará). Só falta o Papa. E olhe que Dom Odilo Scherer tem chances.
Assassina
Ontem à noite saiu uma entrevista da médica Virgínia Soares de Souza, aquela que abreviava a vida de doentes internados na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Evangélico de Curitiba.
Nas entrelinhas das suas declarações dá pra entender que ela realmente “aliviava o sofrimento” de doentes terminais, aqueles que não tinham chances (ou tinham poucas chances) de sobrevivência. Por estranha coincidência, os doentes nessa situação eram todos assistidos pelo sistema público de saúde, o SUS. E muitas vezes eram compelidos a “desocupar a moita” para dar lugar a outros doentes, não necessariamente com mais condições de saúde, mas certamente com mais condições financeiras.
Em favor da médica, apenas um reparo: a Polícia reconheceu que, numa das transcrições de conversas telefônicas, foi trocado o termo “raciocinar” por “assassinar”. Assim, numa conversa em que ela dizia que “estou com a cabeça tranquila para assassinar”  (ver comentário do dia 27 de fevereiro) na verdade a afirmação era “estou com a cabeça tranquila para raciocinar”.
Mas a consciência dela não deve estar tão tranquila assim. Ou está?
Amigo
Hoje encontrei um velho amigo. Meu ex-chefe, quando eu trabalhava na empresa de energia do Paraná, quase trinta anos atrás. Antônio Marcos Ferreira, grande engenheiro, grande chefe e grande amigo. Uma satisfação!

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