Atentados
Continuam
os atentados de bandidos em Santa Catarina. A noite de ontem foi uma das mais
violentas, com cerca de quinze ações criminosas. Já são mais de vinte ônibus
incendiados em quase dez cidades, entre elas Sanchico, onde moro (com um
episódio desse tipo). Florianópolis constitui o cenário mais visado.
De
acordo com as investigações, o comando dessas ações está partindo de dentro dos
presídios, tanto é que o governador do Estado esteve ontem em Brasília para
pedir a transferência de presos especialmente perigosos para penitenciárias federais.
Embora o
cidadão mediano não consiga entender o porquê da dificuldade que as autoridades
têm para coibir a comunicação dos detentos com o mundo exterior, a verdade é
que as leis brasileiras são muito lenientes com a bandidagem. Por exemplo, as
chamadas “visitas íntimas” não podem ser monitoradas por constituírem, aos
olhos da lei, uma infração ao princípio da privacidade. O mesmo ocorre com os
diálogos de presos com advogados.
Definitivamente,
os legisladores brasileiros podem estar preparados para muitas coisas, mas não
para aprovar leis de efetivo interesse da sociedade. Dá no que dá.
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